Dispositivos móveis sob um olhar crítico

iPhone 5: Mudando as Proporções da Tela

In Uncategorized on setembro 12, 2012 at 11:16 pm

Hoje foi lançado o famigerado iPhone 5 e tem muita gente comentando que no fundo a Apple apenas aumentou a tela do seu smartphone. Também percebi essa característica, mas o mais importante é que agora o aparelho vai adotar a proporção de tela 16:9 já utilizada pela linha Android.

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Imagem de divulgação: iPhone 5

Tanto iPhone quanto o iPad usavam a proporção 4:3 de tela, fazendo com que aplicativos fossem mais fáceis de serem desenvolvidos. Outra características é do tamanho sempre igual: smartphone com 3.5 polegadas e tablet com 9.7. Mas ultimamente os consumidores mostraram-se a favor dos celulares com telas maiores. Sendo assim, a Apple pulou de 3.5 para 4 polegadas mas teve que adequar também a proporção. Caso não mudasse, o novo aparelho ficaria perigosamente “mais quadrado”.

Um exemplo que até podemos chamar de “mau uso” da proporção 4:3 é no Optimus VU, um híbrido de smartphone com tablet possuindo uma tela de 5 polegadas que fica exagerada, sem a “anatomia” de um bolso.

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Imagem de divulgação: Optimus VU

O fato do iPhone 5 perder a proporção 4:3 já implica que milhões de apps antigos, se não forem corretamente atualizados, funcionaram com algumas linhas pretas para preencher o espaço que falta. Um pequeno malabarismo para tapar o novo problema, tendo em vista que os modelos 4 e 4S ainda estarão sendo comercializados oficialmente com suas telas de 3.5 polegadas. Sendo assim, a Apple começa a colocar o pé nas mudanças de displays, algo que sempre deu dor de cabeça em desenvolvedores Android…

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Um Pequeno Teste de RAM

In Uncategorized on agosto 23, 2012 at 3:46 pm

O sistema Android é muito mais parrudo por usar uma multitarefa não tão intrusiva como a do iOS. Em compensação a quantidade de processamento e RAM utilizada deve ser bem maior, como explicado anteriormente. Para os padrões atuais, ter um tablet ou smartphone com sistema da Google se faz  obrigatório que tenha 1 GB de RAM. Olhem o caso seguinte, tirei screenshots no Galaxy S2 para demonstrar, sendo usado o navegador padrão com o Facebook aberto mais o aplicativo Pocket.

A RAM estava assim:

Com o navegador e o Pocket abertos:

E ficou assim após fechar os dois:

Com os 2 aplicativos abertos o Galaxy S2 tinha pouca memória RAM ainda disponível para uso, agora imagine essa cena em um dispositivo com apenas 512 MB de RAM… Dificilmente uma pessoa deixa “tudo fechado” em aparelhos móveis, por isso que no Android o usuário sempre deve estar de olho neste detalhes. já que implicam em muito as reclamações por travadas do sistema.

Multitarefa e o Hardware em Dispositivos Móveis

In Uncategorized on agosto 21, 2012 at 8:11 pm

A corrida dos dispositivos móveis mostra alguns detalhes bem interessantes. Atualmente dividimos o mercado em 2 grandes sistemas operacionais, tendo em vista que o Windows 8 do Microsoft Surface ainda não foi lançado.

O iOS da Apple apresenta-se como altamente fluído, sendo que muito desta experiência deve-se ao fato da multitarefa ser quase inexistente nos aparelhos saídos de fábrica (sem uso de Jailbreak). Esta característica deixou iPhones e iPads sempre com hardwares um pouco mais fracos que os concorrentes Android.

Para quem não sabe, uma multitarefa significa que o sistema operacional tem a capacidade de gerenciar mais de um aplicativo funcionando ao mesmo tempo. Essa característica implica em maior processamento e uso da memória ram, mas apresenta como vantagens o fato do usuário poder deixar tarefas sendo executadas em segundo plano enquanto faz outras.

Por possuírem um software altamente otimizado com o hardware, os dispositivos Apple nem apresentavam em suas notas de divulgação as características mais profundas tais como clocks e memória ram. É importante também adentrar ao fato que a marca sempre está acima de qualquer definição de potência, tornando sempre os produtos Apple teoricamente de alta qualidade, como o caso de agora os iPads perderem o número das respectivas famílias.

Para demonstrar como a otimização do sistema operacional sempre foi o foco da empresa, segue um comparativo entre dispositivos:

iPhone 4S Galaxy SII
CPU Dual-core 1 GHz Cortex-A9 Dual-core 1.2 GHz Cortex-A9
GPU PowerVR SGX543MP2 Mali-400MP
RAM 512 MB 1 GB

No comparativo entre iPhone 4S e Galaxy SII fica claro uma diferença gritante entre a memória ram dos dois aparelhos. Além disso, existe o clock de processador maior e uma GPU que possui um desempenho melhor segundo análises de usuários.

iPad 2 Galaxy Tab P7510
CPU Dual-core 1 GHz Cortex-A9 Dual-core 1 GHz Cortex-A9
GPU PowerVR SGX543MP2 ULP GeForce
RAM 512 MB 1 GB

O iPad 2 e Tab P7510 possuem os mesmos processadores mas ainda com o caso da GPU mais forte no tablet da Samsung. Novamente existe a diferença entre as memórias ram.

New iPad (3) Transformer Prime TF700T
CPU Dual-core 1 GHz Cortex-A9 Quad-core 1.6 GHz Cortex-A9
GPU PowerVR SGX543MP4 (quad-core graphics) ULP GeForce
RAM 1 GB 1 GB

O Transformer Prime foi lançado cerca de 2 meses antes do New iPad e contando com um processador de 4 núcleos com um clock “gigante” de 1.6 GHz. Na nova família do produto da Apple foi apresentada a tela de Retina com sua incrível resolução de 1536 x 2048 pixels. Toda esta resolução forçou com que existissem 4 núcleos na GPU PowerVR, entretanto, tal acréscimo apenas serviu para manter a potente tela ativa. No resultado final a performance de iPad 2 e 3 são idênticas.

Mas o que quero dizer com tudo isso? O fato é que o iOS possui em sua raiz um gerenciamento de memória ram que simplifica os processos. O foco do que está sendo executado sempre será o aplicativo que está ocupando a área de trabalho do usuário, sendo que o background de processamento é rapidamente eliminado pelo sistema operacional.

Já no Android a política é voltada para uma multitarefa mais “verdadeira” onde aplicativos ficam rodando em background de maneira contínua, forçando assim que o hardware voltado para esse sistema seja mais parrudo. O problema é que esta característica faz com que muitas vezes a experiência de usar um dispositivo Android não seja tão fluída quanto no iOS.

Entre as vantagens da Apple em não adotar uma multitarefas completa está o fato de existir uma maior economia de energia, gerenciamento de memória e de processamento, tornando os produtos sempre com clocks ou memórias menores que a concorrência e consequentemente diminuindo seu custo de produção.

E para finalizar, devo apontar como o iOS é realmente voltado para um público mais leigo, onde o sistema fica encarregado de realmente gerenciar processos e forçando o foco do usuário para um aplicativo por vez. Claro que o Android ainda não possui uma multitarefa como de um desktop com Linux ou Windows, mas creio que esta é a principal característica que dita como os respectivos dispositivos funcionam, e consequentemente, delimitando o tipo de usuário para qual são projetados.